quinta-feira, 8 de março de 2018

OFICINA TEMÁTICA- NAS COORDENADAS DA LEITURA



O PIBID de Geografia UFCG - CFP/ em sua nova escola Monsenhor João Milanês de acordo com o planejamento elaborado, desenvolveu na turma do 9º ano A uma oficina temática em que foi trabalhado com os discentes “A importância da leitura”. Nosso objetivo geral foi despertar o prazer da leitura e aguçar o potencial cognitivo e criativo do aluno; nossos objetivos específicos são: Possibilitar o acesso aos diversos tipos de leitura na escola; Estimular o desejo de novas leituras; Proporcionar ao indivíduo através da leitura, a oportunidade de alargamento dos horizontes pessoais e culturais, garantindo a sua formação crítica e emancipadora. A oficina ocorreu em dois encontros.

Discussão Teórica
Fonte: PIBID, 2018 
Discussão Teórica
Fonte: PIBID, 2018 




















No primeiro encontro fizemos um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre os gêneros de leituras, apresentando para eles que é possível muitas outras formar de ler. Assim explicamos dez tipos de gêneros textuais entre eles: cordel, musica texto reflexivo, imagem, revista e etc.   

Divisão das equipes 
Fonte: PIBID, 2018 

                                             






Divisão das equipes 
Fonte: PIBID, 2018













Em seguida dividimos a turma em equipes e foram distribuídos um gênero de texto para cada uma delas, todo material distribuído trazia conteúdos de Geografia. Após uma discussão em grupo as equipes receberam cartolinas e lápis, para que, usando a criatividade produzissem algo referente ao seu gênero de texto. As equipes se empenharam e utilizaram outros recursos como cola, livros, internet. Algumas equipes preferiram produzir um novo material baseando-se no que receberam, enquanto outras produziram desenhos ou explicações do material recebido.         
     
Produção de cartazes 
Fonte: PIBID, 2018

Produção de cartazes 
Fonte: PIBID, 2018

                                 







  









 No segundo encontro demos continuidade a construção dos cartazes, e sua confecção. Após o encerramento a produção foi apresentada aos pais dos estudantes no I Sarau Pedagógico promovido pela escola.
Nessa oficina, percebemos através da participação dos alunos/as a importância da leitura para a formação de todo cidadão, uma vez que ela possibilita a aquisição de conhecimento e conduz os leitores para novas realidades. “Nesse sentido, pensar a leitura é também refletir sobre a inserção dos sujeitos na sociedade, uma vez que permite o contato com os escritos produzidos por diferentes pessoas e em diferentes épocas, sendo um reflexo de variadas realidades e contextos”. Pensando dessa maneira, a proposta apresentada torna-se relevante, pois permitiu o trabalho em equipe, o lúdico e o desperta da criatividade. É o poder da construção do conhecimento a partir de recursos simples e fáceis de serem trabalhados.



Cartazes produzidos (poema) 
Fonte: PIBID, 2018
Cartazes produzidos (revista) 
Fonte: PIBID, 2018
Cartazes produzidos (Texto reflexivo) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (música) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (imagens) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (charges) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (cordel) 
Fonte: PIBID, 2018


Planejamento na Escola M. João Milanês

No início do mês de fevereiro a equipe do PIBID, tendo como supervisora a profª. Bernadete, encontrou-se para um planejamento na nova escola onde iram atuar. Devido o programa de escola integral, a escola Crispim Coêlho no ano de 2018 passou a ser integral, a professora Bernadete optou por não fazer mais parte do corpo docente da escola, sendo assim transferida para a Escola Monsenhor João Milanês. Assim o PIBID passa a desenvolver suas atividades na referida escola, com permissão da coordenação de gestão e coordenação de área que visitaram e conheceram as suas dependências.                       
A equipe de bolsistas conheceu a escola e teve sua primeira reunião e planejamento, que contou com a participação da gestora da escola. Na oportunidade ficou firmado o desenvolvimento de uma oficina com os alunos do 9º ano, intitulada “ Nas coordenadas de leitura”, que pretende trabalhar a importância da leitura na vida dos estudantes.                    

    
Planejamento na Escola M. João Milanês
Fonte: PIBID, 2018
Planejamento na Escola M. João Milanês 
Fonte: PIBID, 2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Milton Santos é um dos poucos geógrafos, senão o único, que estava a frente do seu tempo de vivência. Autor de diversas obras, o renomado educador é considerado como uma das grandes figuras brasileiras do século XX que se destacou pelos seus brilhantes trabalhos e pela enorme contribuição a ciência geográfica, sendo reconhecido por outros grandes cientistas como um dos maiores geógrafos de todos os tempos, sem demagogia.                                                                                                                      
Milton Santos incorporou uma nova identidade a geografia e abordou temas e conceitos jamais vistos pela comunidade acadêmica, inter-relacionando todas as categorias de análises geográfica e todas as esferas de existência do homem (social, econômica, cultural, política, natural etc.). Pensando o Espaço do Homem é só mais uma de suas grandiosas obras produzida ao longo século XX e que trata de questões tão presentes na sociedade moderna, ressignificando o saber geográfico a um novo patamar.                                                                                                        
Nessa obra o autor discorre sobre os fundamentos que gerem o espaço geográfico, buscando elucidar algumas categorias essências para ciência geográfica, inclusive muitas delas com forte teor filosófico, como por exemplo a totalidade, espaço-tempo; sujeito-objeto; homem-meio, etc. O autor deixa claro também as influencias tecidas pelas relações de produção na configuração do espaço do homem, tornando o espaço global do capital.
A obra de Milton Santos, embora pequena quantitativamente, é bem densa teoricamente e remete a olhares complexos e bem minuciosos sobre essa categoria primária da geografia (o espaço). Uma das grandes frases encabeçada nessa obra diz que “o espaço é uma acumulação desigual de tempos”, isso quer dizer que o espaço é indissociável do tempo e o tempo é indissociável do espaço.       Existem vários marcos perceptíveis que se acumulam no tempo e se materializam no espaço, tornando o passado algo distante, mas ao mesmo tempo essencial, pois esses momentos do passado que foram responsáveis pela cristalização dos objetos presentes, abrigando uma essência. Por isso a célebre frase “O momento passado está morto como tempo, não, porém como espaço”. O autor, tanto nessa obra como nas demais, sempre coloca em confronto opiniões de outros renomados autores, sejam geógrafos ou não. Sobre essa questão em relação ao espaço/presente e presente/espaço fica evidente, apesar de algumas discordâncias, que o presente é mais relevante que o passado, mesmo que o passado ainda esteja presente enquanto forma-objetos no espaço.                                         
Uma igreja construída há séculos numa capital, mas que ainda permanece intacta no espaço presente, se diferenciando em relação ao entorno devido sua forma/estrutura, apresentando ainda a mesma função de outrora é um exemplo nítido dessa discussão, na qual predita que o passado está morto como o tempo, porém jamais como espaço.
O espaço geográfico é fruto de todo um processo de produção e reprodução dos agentes sociais ao longo do tempo, materializando as formas espaciais. Por ser dinâmico é também marcado por transformações sucessivas. A medida que ocorre a evolução intelectual do ser humano, cada vez mais aumenta sua vontade de ir em busca de novas formas, métodos e técnicas de dominação do espaço.          
O período técnico científico aportado na obra mostra outro olhar acerca do espaço-tempo junto ao fenômeno da globalização. É durante o período Técnico-Científico que se origina e transcorre todo o processo de globalização, modificando e reprogramando a tríade estruturante do novo modelo global (ciência, tecnologia e informação). Essa tríade é que permite a concretização da mundialização dos lugares através das empresas transnacionais, instrumentos de concentração e acumulação. Juntamente com a mundialização do lugar, existe a alienação do espaço do homem, que se dá devido a especialização crescente dos processos produção, tornando o homem um ser estranho ao seu trabalho e a seu próprio espaço e lugar de vivência.                                                                  
                  Tudo isso ocorre pelo fato das exigências do mundo do capital, já que não se produz mais para as necessidades básicas e sim para a acumulação de mercadorias e bens, transformando o homem numa mera mercadoria, ou seja, um valor de troca no mercado. O espaço, de acordo com Milton Santos, é uma “mercadoria universal por excelência”, o que implica dizer que a natureza humana só é valorizada mediante sua força de trabalho e o próprio ser humano se vê subordinado/obrigado a adquirir os objetos que ele mesmo produziu, sob um valor comercial exploratório.
Esse sistema de desvalorização da força de trabalho humano ocasiona uma contradição peculiar, assentido pelo geógrafo brasileiro como “espaço que une e que separa”. Tal arquétipo valida e concretiza a apropriação do espaço global pelo capital, o que teoricamente permite que o capital seja de uso comum a toda a humanidade, mas sabemos que sua utilização é restrita a uma pequena parcela (aqueles que são donos/sócios das grandes empresas transnacionais).                                        
Portanto, a aplicação desse capital comum é seletiva. Milton Santos deixa claro que o incremento das forças produtivas e a consequente divisão do trabalho ocasiona cada vez mais as disparidades entre classes, aproximando e separando simultaneamente os homens. Como diz Doxiadis (1966) “Enquanto nossas cidades crescem, a distância entre os homens aumenta”, ou seja, a partir do momento que a cidade se torna um instrumento de trabalho perverso, unindo os homens para o processo produtivo, ela acentua a divisão entre classes e aumenta o distanciamento social.
O autor ainda faz uma reflexão sobre a aparência e essência dos objetos que compõem espaço geográfico. A aparência nada mais é uma compreensão/visão superficial, palpável dos objetos, sem inferir um valor, uma relação causal de existência das formas/signos materializadas no espaço, ou seja, sem uma função proeminente. Já a essência é todo um conjunto de objetos, signos e elementos que possuem um real sentido de existência, sentido este atrelado diretamente aos interesses do capital. Um exemplo notório seria a construção de rodovias, ferrovias, hidrovias que a princípio são pensados como objetos necessários para o deslocamento da sociedade, mas que são significados para uma função muito além da convencional (viabilizar a fluidez cada vez mais rápida das mercadorias e todo o capital produzido). A essência assume, portanto, uma particularidade singular e segregacionista, pois enfatiza o capital na apropriação dos bens coletivos, desconsiderando e/ou ignorando a valorização humana na construção e reconstrução do espaço.
Diante disso, Milton Santos nos convida a pensar o espaço do homem sob outra perspectiva, um espaço que una os homens para/por seu trabalho e que não o segregue em classes. Um espaço que não haja a perversa dicotomia entre exploradores e explorados. Enfim, um espaço que contemple o direito verossímil de participação do homem na sociedade, sem distinções e sem fetiches. Um espaço humano, solidário e coerente com as necessidades básicas de vivência do homem.                             
O autor Milton Santos nos faz refletir sobre o sistema internacional capitalista e o seu modelo, que na sua concepção ele entende que está passando por uma crise que será fatal ao sistema. Devido as mudanças de relação entre espaços nacionais e no interior de cada um deste espaços nacionais.
Dando diversas variáveis de mudanças mas sendo duas extremas:
1.     A exacerbação das necessidades de expansão da periferia, como consequência da redução das relações intercapitalistas;
2.      Uma redução global das relações intercapitalistas com atenuação do domínio sobre os países subdesenvolvidos.
Dessa forma a estrutura global passa a ser mudada, como também a organização do espaço.  Trazendo o pensamento para o período atual chegamos a um período popular de consumo importante, uma nova estrutura. Em que a produção não é mais autônoma, mas sim dependente ou subordinada ao consumo. Sendo definidas através de dados locais, eliminando o papel dos monopólios.
Contudo o autor em seu pensamento diz que o Estado seria socialmente mais rico, e mais capaz de distribuir riquezas em todo o território, obviamente uma utopia trazendo para o contexto capitalista atual, que mesmo vários países estarem adotando um sistema de desenvolvimento territorial as demandas são bastantes diferenciadas e nem sempre trazem resultados esperados.  Mesmo as massas se unindo para uma mudança social que traga equidade e equilíbrio, sem organização o Estado e seus aparelhos acabam por criar mecanismos que rompem as lutas das massas devido à falta de planejamento destas lutas.
Para eliminar o atraso e sair do subdesenvolvimento deve-se evitar paliativos a política deve ser pensada levando em conta uma economia a longo prazo, assim eliminando o desperdício da produção de recursos materiais e humanos.
Não basta porém, desejar a mudança de estrutura da produção e do consumo em si, pois a acumulação reinante e sua essência não permiti a redistribuição do excedente. Não sendo possível imaginar uma política contra a pobreza, política comum reorientada entre consumo e produção em favor de uma produção social em favor das disparidades.
Tudo indica e conspira para que a organização do espaço se cristalize cada vez mais, favorecendo o crescimento capitalista e a velha reprodução das relações econômicas, políticas e sociais. Disfarçam as linhas de ações com uma retorica de desenvolvimento social, mas que continua sendo coordenada por uma política de consumo que continua a agravar as relações de classes, a as relações de ordem no mundo como um todo.
Sendo assim continuará a reproduzir a estrutura que a muito tempo se deseja eliminar. E com um pensamento mais pessimista é encarar que mesmo é um período de transição a evolução da política econômica e da reprodução do espaço continuara, mesmo com uma nova roupagem, mas com o mesmo papel em que a planificação continuada é quase impossível e diante de Estados voltados para um modelo malthusiano, isso chega a ser praticamente nulo.
É possível pensar o espaço para homem adotando uma nova estrutura política, logicamente deixando de lado o exacerbado fanatismo político e passar a pensar em revolução teórica que promova o desenvolvimento social, deixando de lado os benefícios da totalidade de uma pequena parcela de detentores de capital.

Neste contexto é preciso uma revolução, mas com a sociedade voltada ao consumo é bem difícil adotar um novo modelo ou novas leis que visem o bem-estar social e diminuir as disparidades de classes.

REFERÊNCIA: 

SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. 5ª Ed., 3. reimpr.- São Paulo: Edusp Editora da Universidade de São Paulo, 2012.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

CORDELIZANDO O LUGAR

            A ação intitulada “Cordelizando o Lugar”, teve como objetivo proporcionar um maior entendimento acerca do Lugar, enquanto categoria geográfica. A partir do uso de outras linguagens, como o cordel e fazendo uma relação direta entre o conteúdo e o cotidiano dos alunos, foi possível despertar o interesse dos mesmos sobre o tema.
O Lugar, de acordo com Carlos (2007, p.20), “é o espaço passível de ser sentido, pensando, apropriado e vivido através do corpo”, também pode ser entendido como um local no qual mantemos um profundo vínculo de afetividade. Para facilitar a compreensão sobre essa importante categoria, desenvolvemos xilogravuras e cordéis que possibilitaram uma significativa representação do lugar dos nossos alunos.
            Após uma breve etapa de planejamento, a referida ação, desenvolvida junto à turma do 9°ano B da E.E.E.F.M Crispim Coelho, foi realizada a partir de dois encontros, durante o mês de Novembro de 2017.
            No primeiro encontro, iniciamos a abordagem teórica e um debate sobre o tema enfatizando os conceitos de Lugar e Espaço Vívido, durante esse momento cada aluno pôde expressar sentimentos sobre seu lugar e descrever um pouco sobre seu espaço vívido. Em seguida, colocamos a música Deus e Eu no Sertão (da dupla, Victor & Léo) afim de que, os mesmos pudessem destacar alguns dos elementos que descreviam o lugar do autor da referida música. Ao final, propomos como atividade prática a construção de Xilogravuras, ao utilizarem materiais como, tintas, pincéis, rolos, palitos de churrasco e bandejas de plástico, cada aluno pôde construir desenhos que representavam seu lugar preferido.

Imagem 01: Xilogravura confeccionada pelos estudantes. 
Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.
Imagem 02: Xilogravura confeccionada pelos estudantes.
Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.
Imagem 03: Xilogravura confeccionada pelos estudantes. 
Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.
Imagem 04: Xilogravura confeccionada pelos estudantes. 
Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.
 No segundo encontro, proporcionarmos à turma uma aula de campo, a partir de um percurso entre a escola e a Universidade, foi possível que os alunos apreendessem diferentes espaços, e conhecessem os lugares de outras pessoas. Ao chegarmos ao campus da UFCG, fizemos um pequeno passeio e em seguida direcionamos os alunos ao Laboratório de Prática de Ensino em Geografia (LAPEG).

Imagem 05: Visita ao LAPEG
Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.
 Durante a visita ao LAPEG demos continuidade a realização da ação, após uma breve revisão sobre os principais pontos do encontro anterior, foram distribuídas canetas e folhas, para que cada um dos alunos pudessem descrever em forma de cordel, elementos que caracterizassem um lugar, por eles considerado especial. Antes, foi necessária uma breve abordagem teórica, explicando o que era cordel e como estes deveriam ser confeccionados.  No momento da elaboração várias dificuldades foram sendo superadas e todos de alguma forma, conseguiram expressar sentimento naquilo que tinham escrito, obtendo bons resultados. Dentre os lugares, por eles mais citados, estavam a Escola, o quarto (de dormir) e a Casa.

Imagem 06 e 07 : Cordéis confeccionados pelos alunos. 
 Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.

Imagem 08: Cordel final da ação 
Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.

Diante do exposto, percebemos que unir teoria e prática, relacionar os conteúdos com o cotidiano, e estimular a participação ativa dos alunos durante as aulas, são práticas fundamentais no processo de aprendizagem.

Nessa perspectiva, ao fazermos “uso de versos de cordel como metodologia de ensino de Geografia aprimoramos a capacidade criativa do aluno e o conduzimos a uma reflexão sobre o lugar, melhorando a compreensão de conteúdos geográficos”. (FÔNSECA & FÔSECA, p.124 )Dessa maneira, o uso de novas linguagens, recursos e metodologias, como o cordel, a xilogravura, a música e a aula de campo, além de facilitar a compreensão sobre o conteúdo e proporcionar uma construção significativa do conhecimento, estimula o interesse e a participação dos alunos. 

Imagem 03: Equipe PIBID e alunos. 
Fonte: Arquivo Pibid, Dezembro de 2017.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Orientação pelos astros na perspectiva geográfica

Desde os tempos mais remotos da humanidade o homem percebeu que poderia utilizar os astros como técnicas de localização.
Nas expedições geográficas, as maneiras mais primitivas de orientação usado com frequência pelos viajantes eram o Sol, Lua e Estrelas, através destes conhecimentos e/ou técnicas permitiram grandes descobertas.
Com meio técnico cientifico informacional o aparato tecnológico possibilitou técnicas modernas para o processo de observação. Na contemporaneidade, mapas, bússolas, Sistema de Posicionamento Global (GPS) e outros instrumentos facilitam o processo de orientação.
A observação da posição do Sol, possibilita que o educando tenha noções básicas dos pontos cardeais Norte, Sul, Leste e Oeste e colaterais Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste.
A orientação é uma prática didática pedagógica que deve ser trabalhada nas aulas de geografia com objetivos que transcende os muros da escola. Nessa perspectiva Castrogiovanni 2002, P.41. Considera. 
[...] É fundamental considerarmos o Sol, além das estrelas e a bússola, como instrumentos práticos e eficientes para a orientação. O descaso no que diz respeito à utilização de tais instrumentos pode acarretar problemáticas situações cotidianas como comprar uma passagem de ônibus ou de trem e viajar todo o tempo do “lado do Sol”, construir uma casa com os quartos voltados para a direção sul [...].                                                                                                                                                                                                
                                                                                                                                                                Na Escola Municipal Ensino Infantil e Fundamental Cecilia Estolano Meireles, desenvolvemos em um período de quatro encontros a oficina, intitulada 'Orientação pelos Astros', ministrada na turma do 6º ano A pelos educandos bolsistas do subprojeto de Geografia.
No primeiro encontro (imagem 01) fizemos uma abordagem teórica e prática sobre os conceitos de lateralidade, para que os discentes nas práxis educativas pudessem compreender noções do espaço. É importante destacar que para o processo de orientação, é indispensável  que o discente compreenda noções de lateralidade, pois só assim poderá construir referências aos astros, como o Sol por exemplo, associando o sentido (Norte, Sul, Leste e Oeste) à sua direita ou esquerda; outro ponto em que a lateralidade é necessária "...é a visão do mapa em si, uma representação plana, geralmente vista de frente, em que a questão da lateralidade se torna espelhada: à esquerda ou à direita de quem observa o mapa é o contrário da lateralidade dos continentes." (CASTROGIOVANNI, 2012, p.43 apud TEIXEIRA & CASTROGIOVANI 2014, P. 07).
Imagem 01: Abordagem teórica sobre os processos de orientação e localização pelos astros
                               FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.

No segundo encontro, trabalhamos com os educandos a 'Rosa dos Ventos' elemento simbólico indispensável da cartografia para os processos de orientação e localização. Há construção de desenhos na lousa, foram técnicas importantes para facilitar a compreensão dos conteúdos e fortalecer o processo de ensino e aprendizagem. Enfatizamos a importância de conhecer os diversos elementos, bem como os pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais.

Imagem 02: Construção da ‘Rosa dos Ventos’

FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.

Imagem 03: Descrição e análise da ‘Rosa dos Ventos’ nos processos de localização e orientação.  



FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.
No terceiro encontro, os educandos tiveram uma aula prática no pátio da escola sobre orientação pelos astros a partir do Sol, essa atividade foi dinâmica e participativa, todos praticaram os conteúdos trabalhados em sala de aula. Através da observação os alunos (as), perceberam a importância do conhecimento acerca do movimento aparente do Sol, pois é por meio desse que segue na orientação de projetos de arquitetura e também é importante para compreender a definição dos dias e das noites.
Imagem 06: Aula prática na perspectiva da orientação pelos astros
FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.
No quarto e último encontro, fizemos uma abordagem geral dos conceitos trabalhados nas aulas, foram feitos questionamentos e indagações sobre as atividades realizadas, enfatizamos também a realidade dos educandos na perspectiva do construtivismo crítico e reflexivo dos saberes prévios acerca da temática.
Nessa perspectiva, analisamos que a oficina “Orientação pelos astros” proporcionou momentos de intensos aprendizados sobre os processos de orientação e localização, de forma didática sem necessidade de instrumentos tecnológicos. Os educandos conheceram alternativas simples que poderia ser aplicado no espaço geográfico, a partir dos astros que estão presentes no dia a dia de cada um.
                                                                

 Referências 
CASTROGIOVANNI, A. C.; COSTELLA, R. Z.. Brincar e Cartografar com os diferentes mundos geográficos: A Alfabetização espacial. 2. ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2006, p. 43.
TEIXEIRA, C. C.; CASTROGIOVANNI, A. C. Orientação e lateralidade: uma proposta à luz da epistemologia genética.  In: ENCONTRO DE PRÁTICAS DE ENSINO DE GEOGRAFIA DA  REGIÃO SUL, 2., 2014, Florianópolis. Anais eletrônicos...   Florianópolis:   UFSC, 2014.   Disponível   em: http://anaisenpegsul.páginas.ufsc.br Acesso em: 12 de dezembro 2017.
                                            Participação em eventos 

II ENCONTRO REGIONAL DAS LICENCIATURAS DO NORDESTE – ERELIC
 II ENCONTRO DO PIBID DO NORDESTE 
VII ENCONTRO DO PIBID UFCG 


O evento aconteceu em Campina Grande - PB,  entre os dias 07 a 09 de dezembro de 2017 na  Universidade Federal de Campina Grande- UFCG, onde a pauta principal era a permanência do programa diante de tantas ameaças de corte que vem sofrendo, e assim o evento se mostrou muito importante diante desse atual cenário, onde vimos o embate e engajamento de todos, alunos e professores, para que o programa continue, pois como vimos no evento, ele deu e dá certo e precisa continuar existindo, pois ele contribui para formação tanto de futuros professores, como aqueles que já estão em exercício e os alunos das escolas que são privilegiados com o PIBID.


              Foto 1: Abertura do Evento no auditório do Colégio Estadual da Prata.


Todo o grupo do Subprojeto de Geografia-UFCG/CFP se fez presente no evento, onde participaram das mesas de discussões e dos GT's, e apresentaram seus trabalhos, todos resultados das ações e experiências vivenciadas no PIBID. 




                                              Foto 2: PIBID subprojeto de Geografia- UFCG/CFP
                                                 Foto 2.1: PIBID subprojeto de Geografia- UFCG/CFP



                              Foto 3: Sala cheia durante a fala do Prof: David Luiz, colaborador do subprojeto de Geografia



                                                  Foto 4: Imagens capturadas durante as mesas redondas.

                      Das apresentações de Trabalho do PIBID Subprojeto de Geografia UFCG-CFP




                                                             Foto 5: Apresentação de Trabalhos. 


                                                                 Foto 6: Apresentação de Trabalhos. 



                                                           Foto 7: Apresentação de Trabalhos. 



                                                                  Foto 8: Apresentação de Trabalhos. 

                                                                     Foto 9 : Apresentação de Trabalhos. 



 Foto 10 : Apresentação de Trabalhos. 

      Foto 11: Coordenadores de área do PIBID






                 "Refletir sobre a docência é lapidar conceitos e despir-se das impossibilidades". #FicaPibid