domingo, 23 de setembro de 2018

Reunião do PIBID com a Coordenadora Colaboradora, Prof. Drª Cecília Esmeraldo (CFP).


No dia 04 de setembro de 2018, as 14:00 hrs , na sala 209 CA1, ocorreu a reunião semanal do  PIBID conjuntamente com os educandos do Programa RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA, reunião esta ministrada pela Prof. Drª Cícera Cecília Esmeraldo Alves  (CFP). 
Foi entregue o texto: Os dez motivos para você gostar de Geografia para que se realizasse uma reflexão, bem como o texto: Escola - Paulo Freire.


Esse poema (A Escola) nos faz refletir que a escola é muito além que as paredes quadradas que temos, mostra o desenvolvimento das diferentes relações na escola que muitas vezes nós não enxergamos, mostra que vivenciando um ambiente de coletividade as coisas se tornam fáceis, estudar se torna fácil, convívio de amigos e isso proporciona felicidade.

Nessa reunião teve como primeiro momento diálogos de como está sendo o primeiro contato com as escolas, discussões dos participantes sobre os momentos com os professores e alunos, o modo de acolhimento e início das atividades nas escolas.
Em um segundo momento foi entregue um texto para reflexão denominado: Espaço Público de Educação: Um novo contrato educativo. Foi lido em conjunto na sala pelos participantes. O texto enfoca no papel da escola e da sociedade nos métodos de aprendizagem dos alunos.
“Espaço Público de Educação: Um novo contrato educativo” de Antônio Nóvoa
Acessar: https://convivernoexterior.blogspot.com/2013/04/antonio-novoa.html


Neste texto vai fazer relações sobre o papel da escola e da sociedade no processo de aprendizagem dos alunos.
Segundo os pensamentos de Antônio Nóvoa,
A frase À escola o que é da escola, À sociedade o que é da sociedade sintetiza bem as ideias que temos vindo a apresentar. A proposta anterior - Escola centrada na aprendizagem - só tem sentido se a sociedade se responsabilizar, progressivamente, por um conjunto de missões que, até agora, têm sido assumidas pela escola.
A escola estar sendo responsabilizado a atuar com um papel que deve ser iniciado na sociedade, o formar cidadão. Está-lhe sendo atribuído o seu papel inicial de aprendizado, mas, também, repassado pelos próprios pais e comunidade em geral o dever de ensinar a cidadania.
Não deveria a escola tornar-se o único responsável pela formação dos futuros cidadãos da sociedade, juntamente com ela deve-se surgir o apoio parceiro de outras instituições- familiar, social, religiosa.
Tendo como enfoque a relação do texto com o programa ele cita colaborações para a orientação dos processos educativos. Devemos buscar sempre a inovação, métodos que possibilitem um maior desenvolvimento no âmbito escolar, observando as peculiaridades de cada espaço escolar, devemos instigar os diálogos tendo novas visões para a educação.
A escola está procurando agir com o papel da formação cidadã. A sociedade exige da escola a sua função inicial de formação, mas, também repassado pelos próprios pais e comunidade em geral o dever de ensinar a cidadania. A escola não careceria tornar-se o único responsável pela formação dos futuros cidadãos da comunidade, mas simultaneamente com ela devem-se surgir como parceria outras instituições - familiar, social, religiosa.
Em outro momento, ocorreu uma breve apresentação referente ao PIBID, Edital anterior no CFP, sendo apresentado pelos antigos integrantes, Bolsistas ID, Marisa e Francisco.
Eles abordaram inicialmente os objetivos do PIBID onde é de suma importância na formação docente e, em seguida como isso contribui para a relação teoria e prática. Foi apresentado o Subprojeto em Geografia, relatando o número de vagas disponíveis no referido ano, a apresentação de todos os bolsistas que fizeram parte e as descrições das escolas participantes do Programa. Os mesmos relataram suas experiências na escola e as ações realizadas.




Após as discussões do texto Espaço Público de Educação: Um novo contrato educativo e de todos os comentários, foi feita uma breve apresentação referente ao PIBID anterior, onde ministrada por antigos integrantes Marisa e Francisco.

Eles abordaram inicialmente os objetivos que o PIBID tem- como é importante na formação profissional de professores, como isso contribui para a relação teoria e prática. Foi apresentado o Subprojeto em Geografia, descrevendo o número de vagas disponíveis no referido ano, a apresentação de todos os bolsistas que participaram as descrições das escolas participantes do programa. Os mesmos relataram suas experiências no âmbito escolar e as ações desenvolvidas.

Neste mesmo dia às 17:30 hrs, na sala 209 CA1, UFCG Campus Cajazeiras aconteceu o primeiro encontro somente entre os alunos do PIBID da Escola Matias Duarte Rolim e o Supervisor Professor Francisco Odair Dantas. Nesse primeiro momento foram discutidas diversas pautas, entre elas: os horário e dias que tem aula de Geografia na escola, ocorreu também a divisão dos 8 bolsistas em dupla do 6° ao 9° Ano, onde cada um pode escolher qual colega que quer trabalhar e o ano desejado, se encaixando também a rotina de cada um. Recebemos um plano de aula referente a todo o mês de Setembro com o conteúdo programado pelo professor de Geografia Odair Dantas, em conformidade com o livro didático. 
O supervisor iniciou sua reunião com a apresentação de uma pauta de ações para a iniciação do PIBID na Escola campo, bem como a orientação sobre a confecção de planos de aulas seguindo as orientações legais da área de conhecimento, na qual se insere a Geografia.


Definiu-se então o primeiro encontro que teremos em sala de aula para apresentação na Escola junto aos discentes da Educação Básica, o qual acontecerá no dia 10 de Setembro, segunda-feira, com as turmas do 7° e 9° Anos, da respectiva Escola. Já na quarta-feira, dia 12 de setembro, ocorrerá com as turmas do 6° e 8° Anos. Nesse primeiro encontro, cada aluno Bolsista do PIBID se apresentou aos alunos dessas turmas, podendo também fazer algumas observações de como poderá ser a melhor forma a trabalhar em sala.



página do Blog será de continuidade do blog Pibid Edital 2014.




Apresentação do PIBID no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB


Nesta terça-feira, dia 28 de Agosto de 2018, às 14:00 horas, todos os membros participantes do PIBID, Subprojeto Geografia, do Centro de Formação de Professores – CFP, da UFCG, Campus Cajazeiras – PB, juntamente com a Coordenadora Profa Drª Ivanalda Dantas Nóbrega Di Lorenzo que está a frente do Subprojeto, deslocaram–se para a segunda Instituição de Ensino na qual serão exercidas ações do PIBID, o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB, onde foi apresentado o Programa e também aconteceu a apresentação da equipe de discentes ao Supervisor e Professor de Geografia Joabson Fernandes da Silva. Durante o encontro foi possível uma troca de informações e experiências acadêmicas e profissionais.



Visita as dependências do IFPB



Apresentação do PIBID na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (E.M.E.I.E.F.) Matias Duarte Rolim


No dia 27 de Agosto de 2018 as 14:00 hrs, o grupo  de licenciandos inseridos no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID do Centro de Formação de Professores – CFP, da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Campus Cajazeiras – PB se reuniu com a Coordenadora do Subprojeto, Profa Drª Ivanalda Dantas Nóbrega Di Lorenzo, e o Supervisor, Professor de Geografia Francisco Odair Dantas e, todo o quadro de professores, direção e coordenação da E.M.E.I.E.F Matias Duarte Rolim. promoveu-se um debate sobre a importância do Programa para a formação acadêmica e, para as escolas contempladas com o mesmo. Houve ainda a apresentação do subprojeto, suas metas e ações que serão realizadas pela equipe durante os próximos meses, ao mesmo tempo em que ocorreu a apresentação individual de todos os membros supracitados.





INÍCIO DO EDITAL PIBID N 37/2018 - CFP/UFCG - Apresentação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID à Equipe

Ocorreu no dia 21 de agosto de 2018, às 14:00 hrs, sala 209 CA1, UFCG, Campus Cajazeiras, a primeira reunião de  apresentação  do  Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID,  Programa de incentivo e valorização do magistério e de aprimoramento do processo de formação de docentes para a Educação Básica, vinculado a Diretoria de Educação Básica Presencial – DEB, sob a coordenação da Professora Drª Ivanalda Dantas Nóbrega Di Lorenzo (CFP), uma vez que é Coordenadora de Área do Curso de Geografia. 
Em um primeiro momento apresentou o Subprojeto PIBID/UFCG/GEOGRAFIA com seus objetivos e ações a serem realizadas. Em seguida fez a apresentação dos envolvidos no Programa, ou seja, Bolsistas ID e Supervisores, definindo as equipes de trabalho e as atribuições principais de cada bolsista. Após a apresentação de cada participante, a Coordenadora comentou sobre as metas e ações do Programa, salientando o compromisso, a ética e a boa convivência entre os envolvidos.  Em seguida, solicitou a criação ou continuidade da publicação das atividades do PIBID CFP UFCG, no site do Subprojeto PIBID Geografia, para arquivar informações e documentos gerados pelo Projeto e, ainda a criação do Portfólio e Memorial por parte de cada membro.




quinta-feira, 8 de março de 2018

OFICINA TEMÁTICA- NAS COORDENADAS DA LEITURA



O PIBID de Geografia UFCG - CFP/ em sua nova escola Monsenhor João Milanês de acordo com o planejamento elaborado, desenvolveu na turma do 9º ano A uma oficina temática em que foi trabalhado com os discentes “A importância da leitura”. Nosso objetivo geral foi despertar o prazer da leitura e aguçar o potencial cognitivo e criativo do aluno; nossos objetivos específicos são: Possibilitar o acesso aos diversos tipos de leitura na escola; Estimular o desejo de novas leituras; Proporcionar ao indivíduo através da leitura, a oportunidade de alargamento dos horizontes pessoais e culturais, garantindo a sua formação crítica e emancipadora. A oficina ocorreu em dois encontros.

Discussão Teórica
Fonte: PIBID, 2018 
Discussão Teórica
Fonte: PIBID, 2018 




















No primeiro encontro fizemos um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre os gêneros de leituras, apresentando para eles que é possível muitas outras formar de ler. Assim explicamos dez tipos de gêneros textuais entre eles: cordel, musica texto reflexivo, imagem, revista e etc.   

Divisão das equipes 
Fonte: PIBID, 2018 

                                             






Divisão das equipes 
Fonte: PIBID, 2018













Em seguida dividimos a turma em equipes e foram distribuídos um gênero de texto para cada uma delas, todo material distribuído trazia conteúdos de Geografia. Após uma discussão em grupo as equipes receberam cartolinas e lápis, para que, usando a criatividade produzissem algo referente ao seu gênero de texto. As equipes se empenharam e utilizaram outros recursos como cola, livros, internet. Algumas equipes preferiram produzir um novo material baseando-se no que receberam, enquanto outras produziram desenhos ou explicações do material recebido.         
     
Produção de cartazes 
Fonte: PIBID, 2018

Produção de cartazes 
Fonte: PIBID, 2018

                                 







  









 No segundo encontro demos continuidade a construção dos cartazes, e sua confecção. Após o encerramento a produção foi apresentada aos pais dos estudantes no I Sarau Pedagógico promovido pela escola.
Nessa oficina, percebemos através da participação dos alunos/as a importância da leitura para a formação de todo cidadão, uma vez que ela possibilita a aquisição de conhecimento e conduz os leitores para novas realidades. “Nesse sentido, pensar a leitura é também refletir sobre a inserção dos sujeitos na sociedade, uma vez que permite o contato com os escritos produzidos por diferentes pessoas e em diferentes épocas, sendo um reflexo de variadas realidades e contextos”. Pensando dessa maneira, a proposta apresentada torna-se relevante, pois permitiu o trabalho em equipe, o lúdico e o desperta da criatividade. É o poder da construção do conhecimento a partir de recursos simples e fáceis de serem trabalhados.



Cartazes produzidos (poema) 
Fonte: PIBID, 2018
Cartazes produzidos (revista) 
Fonte: PIBID, 2018
Cartazes produzidos (Texto reflexivo) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (música) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (imagens) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (charges) 
Fonte: PIBID, 2018

Cartazes produzidos (cordel) 
Fonte: PIBID, 2018


Planejamento na Escola M. João Milanês

No início do mês de fevereiro a equipe do PIBID, tendo como supervisora a profª. Bernadete, encontrou-se para um planejamento na nova escola onde iram atuar. Devido o programa de escola integral, a escola Crispim Coêlho no ano de 2018 passou a ser integral, a professora Bernadete optou por não fazer mais parte do corpo docente da escola, sendo assim transferida para a Escola Monsenhor João Milanês. Assim o PIBID passa a desenvolver suas atividades na referida escola, com permissão da coordenação de gestão e coordenação de área que visitaram e conheceram as suas dependências.                       
A equipe de bolsistas conheceu a escola e teve sua primeira reunião e planejamento, que contou com a participação da gestora da escola. Na oportunidade ficou firmado o desenvolvimento de uma oficina com os alunos do 9º ano, intitulada “ Nas coordenadas de leitura”, que pretende trabalhar a importância da leitura na vida dos estudantes.                    

    
Planejamento na Escola M. João Milanês
Fonte: PIBID, 2018
Planejamento na Escola M. João Milanês 
Fonte: PIBID, 2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Milton Santos é um dos poucos geógrafos, senão o único, que estava a frente do seu tempo de vivência. Autor de diversas obras, o renomado educador é considerado como uma das grandes figuras brasileiras do século XX que se destacou pelos seus brilhantes trabalhos e pela enorme contribuição a ciência geográfica, sendo reconhecido por outros grandes cientistas como um dos maiores geógrafos de todos os tempos, sem demagogia.                                                                                                                      
Milton Santos incorporou uma nova identidade a geografia e abordou temas e conceitos jamais vistos pela comunidade acadêmica, inter-relacionando todas as categorias de análises geográfica e todas as esferas de existência do homem (social, econômica, cultural, política, natural etc.). Pensando o Espaço do Homem é só mais uma de suas grandiosas obras produzida ao longo século XX e que trata de questões tão presentes na sociedade moderna, ressignificando o saber geográfico a um novo patamar.                                                                                                        
Nessa obra o autor discorre sobre os fundamentos que gerem o espaço geográfico, buscando elucidar algumas categorias essências para ciência geográfica, inclusive muitas delas com forte teor filosófico, como por exemplo a totalidade, espaço-tempo; sujeito-objeto; homem-meio, etc. O autor deixa claro também as influencias tecidas pelas relações de produção na configuração do espaço do homem, tornando o espaço global do capital.
A obra de Milton Santos, embora pequena quantitativamente, é bem densa teoricamente e remete a olhares complexos e bem minuciosos sobre essa categoria primária da geografia (o espaço). Uma das grandes frases encabeçada nessa obra diz que “o espaço é uma acumulação desigual de tempos”, isso quer dizer que o espaço é indissociável do tempo e o tempo é indissociável do espaço.       Existem vários marcos perceptíveis que se acumulam no tempo e se materializam no espaço, tornando o passado algo distante, mas ao mesmo tempo essencial, pois esses momentos do passado que foram responsáveis pela cristalização dos objetos presentes, abrigando uma essência. Por isso a célebre frase “O momento passado está morto como tempo, não, porém como espaço”. O autor, tanto nessa obra como nas demais, sempre coloca em confronto opiniões de outros renomados autores, sejam geógrafos ou não. Sobre essa questão em relação ao espaço/presente e presente/espaço fica evidente, apesar de algumas discordâncias, que o presente é mais relevante que o passado, mesmo que o passado ainda esteja presente enquanto forma-objetos no espaço.                                         
Uma igreja construída há séculos numa capital, mas que ainda permanece intacta no espaço presente, se diferenciando em relação ao entorno devido sua forma/estrutura, apresentando ainda a mesma função de outrora é um exemplo nítido dessa discussão, na qual predita que o passado está morto como o tempo, porém jamais como espaço.
O espaço geográfico é fruto de todo um processo de produção e reprodução dos agentes sociais ao longo do tempo, materializando as formas espaciais. Por ser dinâmico é também marcado por transformações sucessivas. A medida que ocorre a evolução intelectual do ser humano, cada vez mais aumenta sua vontade de ir em busca de novas formas, métodos e técnicas de dominação do espaço.          
O período técnico científico aportado na obra mostra outro olhar acerca do espaço-tempo junto ao fenômeno da globalização. É durante o período Técnico-Científico que se origina e transcorre todo o processo de globalização, modificando e reprogramando a tríade estruturante do novo modelo global (ciência, tecnologia e informação). Essa tríade é que permite a concretização da mundialização dos lugares através das empresas transnacionais, instrumentos de concentração e acumulação. Juntamente com a mundialização do lugar, existe a alienação do espaço do homem, que se dá devido a especialização crescente dos processos produção, tornando o homem um ser estranho ao seu trabalho e a seu próprio espaço e lugar de vivência.                                                                  
                  Tudo isso ocorre pelo fato das exigências do mundo do capital, já que não se produz mais para as necessidades básicas e sim para a acumulação de mercadorias e bens, transformando o homem numa mera mercadoria, ou seja, um valor de troca no mercado. O espaço, de acordo com Milton Santos, é uma “mercadoria universal por excelência”, o que implica dizer que a natureza humana só é valorizada mediante sua força de trabalho e o próprio ser humano se vê subordinado/obrigado a adquirir os objetos que ele mesmo produziu, sob um valor comercial exploratório.
Esse sistema de desvalorização da força de trabalho humano ocasiona uma contradição peculiar, assentido pelo geógrafo brasileiro como “espaço que une e que separa”. Tal arquétipo valida e concretiza a apropriação do espaço global pelo capital, o que teoricamente permite que o capital seja de uso comum a toda a humanidade, mas sabemos que sua utilização é restrita a uma pequena parcela (aqueles que são donos/sócios das grandes empresas transnacionais).                                        
Portanto, a aplicação desse capital comum é seletiva. Milton Santos deixa claro que o incremento das forças produtivas e a consequente divisão do trabalho ocasiona cada vez mais as disparidades entre classes, aproximando e separando simultaneamente os homens. Como diz Doxiadis (1966) “Enquanto nossas cidades crescem, a distância entre os homens aumenta”, ou seja, a partir do momento que a cidade se torna um instrumento de trabalho perverso, unindo os homens para o processo produtivo, ela acentua a divisão entre classes e aumenta o distanciamento social.
O autor ainda faz uma reflexão sobre a aparência e essência dos objetos que compõem espaço geográfico. A aparência nada mais é uma compreensão/visão superficial, palpável dos objetos, sem inferir um valor, uma relação causal de existência das formas/signos materializadas no espaço, ou seja, sem uma função proeminente. Já a essência é todo um conjunto de objetos, signos e elementos que possuem um real sentido de existência, sentido este atrelado diretamente aos interesses do capital. Um exemplo notório seria a construção de rodovias, ferrovias, hidrovias que a princípio são pensados como objetos necessários para o deslocamento da sociedade, mas que são significados para uma função muito além da convencional (viabilizar a fluidez cada vez mais rápida das mercadorias e todo o capital produzido). A essência assume, portanto, uma particularidade singular e segregacionista, pois enfatiza o capital na apropriação dos bens coletivos, desconsiderando e/ou ignorando a valorização humana na construção e reconstrução do espaço.
Diante disso, Milton Santos nos convida a pensar o espaço do homem sob outra perspectiva, um espaço que una os homens para/por seu trabalho e que não o segregue em classes. Um espaço que não haja a perversa dicotomia entre exploradores e explorados. Enfim, um espaço que contemple o direito verossímil de participação do homem na sociedade, sem distinções e sem fetiches. Um espaço humano, solidário e coerente com as necessidades básicas de vivência do homem.                             
O autor Milton Santos nos faz refletir sobre o sistema internacional capitalista e o seu modelo, que na sua concepção ele entende que está passando por uma crise que será fatal ao sistema. Devido as mudanças de relação entre espaços nacionais e no interior de cada um deste espaços nacionais.
Dando diversas variáveis de mudanças mas sendo duas extremas:
1.     A exacerbação das necessidades de expansão da periferia, como consequência da redução das relações intercapitalistas;
2.      Uma redução global das relações intercapitalistas com atenuação do domínio sobre os países subdesenvolvidos.
Dessa forma a estrutura global passa a ser mudada, como também a organização do espaço.  Trazendo o pensamento para o período atual chegamos a um período popular de consumo importante, uma nova estrutura. Em que a produção não é mais autônoma, mas sim dependente ou subordinada ao consumo. Sendo definidas através de dados locais, eliminando o papel dos monopólios.
Contudo o autor em seu pensamento diz que o Estado seria socialmente mais rico, e mais capaz de distribuir riquezas em todo o território, obviamente uma utopia trazendo para o contexto capitalista atual, que mesmo vários países estarem adotando um sistema de desenvolvimento territorial as demandas são bastantes diferenciadas e nem sempre trazem resultados esperados.  Mesmo as massas se unindo para uma mudança social que traga equidade e equilíbrio, sem organização o Estado e seus aparelhos acabam por criar mecanismos que rompem as lutas das massas devido à falta de planejamento destas lutas.
Para eliminar o atraso e sair do subdesenvolvimento deve-se evitar paliativos a política deve ser pensada levando em conta uma economia a longo prazo, assim eliminando o desperdício da produção de recursos materiais e humanos.
Não basta porém, desejar a mudança de estrutura da produção e do consumo em si, pois a acumulação reinante e sua essência não permiti a redistribuição do excedente. Não sendo possível imaginar uma política contra a pobreza, política comum reorientada entre consumo e produção em favor de uma produção social em favor das disparidades.
Tudo indica e conspira para que a organização do espaço se cristalize cada vez mais, favorecendo o crescimento capitalista e a velha reprodução das relações econômicas, políticas e sociais. Disfarçam as linhas de ações com uma retorica de desenvolvimento social, mas que continua sendo coordenada por uma política de consumo que continua a agravar as relações de classes, a as relações de ordem no mundo como um todo.
Sendo assim continuará a reproduzir a estrutura que a muito tempo se deseja eliminar. E com um pensamento mais pessimista é encarar que mesmo é um período de transição a evolução da política econômica e da reprodução do espaço continuara, mesmo com uma nova roupagem, mas com o mesmo papel em que a planificação continuada é quase impossível e diante de Estados voltados para um modelo malthusiano, isso chega a ser praticamente nulo.
É possível pensar o espaço para homem adotando uma nova estrutura política, logicamente deixando de lado o exacerbado fanatismo político e passar a pensar em revolução teórica que promova o desenvolvimento social, deixando de lado os benefícios da totalidade de uma pequena parcela de detentores de capital.

Neste contexto é preciso uma revolução, mas com a sociedade voltada ao consumo é bem difícil adotar um novo modelo ou novas leis que visem o bem-estar social e diminuir as disparidades de classes.

REFERÊNCIA: 

SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. 5ª Ed., 3. reimpr.- São Paulo: Edusp Editora da Universidade de São Paulo, 2012.