quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Orientação pelos astros na perspectiva geográfica

Desde os tempos mais remotos da humanidade o homem percebeu que poderia utilizar os astros como técnicas de localização.
Nas expedições geográficas, as maneiras mais primitivas de orientação usado com frequência pelos viajantes eram o Sol, Lua e Estrelas, através destes conhecimentos e/ou técnicas permitiram grandes descobertas.
Com meio técnico cientifico informacional o aparato tecnológico possibilitou técnicas modernas para o processo de observação. Na contemporaneidade, mapas, bússolas, Sistema de Posicionamento Global (GPS) e outros instrumentos facilitam o processo de orientação.
A observação da posição do Sol, possibilita que o educando tenha noções básicas dos pontos cardeais Norte, Sul, Leste e Oeste e colaterais Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste.
A orientação é uma prática didática pedagógica que deve ser trabalhada nas aulas de geografia com objetivos que transcende os muros da escola. Nessa perspectiva Castrogiovanni 2002, P.41. Considera. 
[...] É fundamental considerarmos o Sol, além das estrelas e a bússola, como instrumentos práticos e eficientes para a orientação. O descaso no que diz respeito à utilização de tais instrumentos pode acarretar problemáticas situações cotidianas como comprar uma passagem de ônibus ou de trem e viajar todo o tempo do “lado do Sol”, construir uma casa com os quartos voltados para a direção sul [...].                                                                                                                                                                                                
                                                                                                                                                                Na Escola Municipal Ensino Infantil e Fundamental Cecilia Estolano Meireles, desenvolvemos em um período de quatro encontros a oficina, intitulada 'Orientação pelos Astros', ministrada na turma do 6º ano A pelos educandos bolsistas do subprojeto de Geografia.
No primeiro encontro (imagem 01) fizemos uma abordagem teórica e prática sobre os conceitos de lateralidade, para que os discentes nas práxis educativas pudessem compreender noções do espaço. É importante destacar que para o processo de orientação, é indispensável  que o discente compreenda noções de lateralidade, pois só assim poderá construir referências aos astros, como o Sol por exemplo, associando o sentido (Norte, Sul, Leste e Oeste) à sua direita ou esquerda; outro ponto em que a lateralidade é necessária "...é a visão do mapa em si, uma representação plana, geralmente vista de frente, em que a questão da lateralidade se torna espelhada: à esquerda ou à direita de quem observa o mapa é o contrário da lateralidade dos continentes." (CASTROGIOVANNI, 2012, p.43 apud TEIXEIRA & CASTROGIOVANI 2014, P. 07).
Imagem 01: Abordagem teórica sobre os processos de orientação e localização pelos astros
                               FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.

No segundo encontro, trabalhamos com os educandos a 'Rosa dos Ventos' elemento simbólico indispensável da cartografia para os processos de orientação e localização. Há construção de desenhos na lousa, foram técnicas importantes para facilitar a compreensão dos conteúdos e fortalecer o processo de ensino e aprendizagem. Enfatizamos a importância de conhecer os diversos elementos, bem como os pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais.

Imagem 02: Construção da ‘Rosa dos Ventos’

FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.

Imagem 03: Descrição e análise da ‘Rosa dos Ventos’ nos processos de localização e orientação.  



FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.
No terceiro encontro, os educandos tiveram uma aula prática no pátio da escola sobre orientação pelos astros a partir do Sol, essa atividade foi dinâmica e participativa, todos praticaram os conteúdos trabalhados em sala de aula. Através da observação os alunos (as), perceberam a importância do conhecimento acerca do movimento aparente do Sol, pois é por meio desse que segue na orientação de projetos de arquitetura e também é importante para compreender a definição dos dias e das noites.
Imagem 06: Aula prática na perspectiva da orientação pelos astros
FONTE: PIBID, Subprojeto de Geografia, 2017.
No quarto e último encontro, fizemos uma abordagem geral dos conceitos trabalhados nas aulas, foram feitos questionamentos e indagações sobre as atividades realizadas, enfatizamos também a realidade dos educandos na perspectiva do construtivismo crítico e reflexivo dos saberes prévios acerca da temática.
Nessa perspectiva, analisamos que a oficina “Orientação pelos astros” proporcionou momentos de intensos aprendizados sobre os processos de orientação e localização, de forma didática sem necessidade de instrumentos tecnológicos. Os educandos conheceram alternativas simples que poderia ser aplicado no espaço geográfico, a partir dos astros que estão presentes no dia a dia de cada um.
                                                                

 Referências 
CASTROGIOVANNI, A. C.; COSTELLA, R. Z.. Brincar e Cartografar com os diferentes mundos geográficos: A Alfabetização espacial. 2. ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2006, p. 43.
TEIXEIRA, C. C.; CASTROGIOVANNI, A. C. Orientação e lateralidade: uma proposta à luz da epistemologia genética.  In: ENCONTRO DE PRÁTICAS DE ENSINO DE GEOGRAFIA DA  REGIÃO SUL, 2., 2014, Florianópolis. Anais eletrônicos...   Florianópolis:   UFSC, 2014.   Disponível   em: http://anaisenpegsul.páginas.ufsc.br Acesso em: 12 de dezembro 2017.

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