sexta-feira, 1 de maio de 2020

Semana de 09 a 13/09/2019 - EVENTO: III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, METODOLOGIAS E ENSINO DE GEOGRAFIA, NA UFPB EM JOÃO PESSOA-PB


           No dia onze de setembro de dois mil e dezenove, às 17h30min aconteceu à mesa de abertura do evento intitulada: Formação de professores, metodologias e ensino de Geografia, ministrada pela Profª D ara Fraga Portugal (UNEB), Profª Drª Ana Néri Cavalcante Bastista (SEE/PB – Pesquisadora GEPEG/UFPB), tendo como mediador o Prof. Ms. Josias Silvano de Barros (IFPB - PPGG/UFPB). 



A Profª Drª Ana Néri fala sobre as pesquisas em si em sala de aula, sendo que enriquece e promove o ensino e experiências. Também é fundamental para estudar o lugar, sendo que o professor necessita buscar várias metodologias para se trabalhar em sala.
            A fala da Profª Drª Jussara está voltada para a importância da documentação narrativa na formação de professores de Geografia: propostas de investigação-formação. Então, criou o Projeto Traduzindo-se para narrar histórias e geografar trajetórias.
            

Assim salienta três etapas importantes para nós que são:


            Então, os alunos narram sobre as práticas. Assim, surge o seguinte questionamento: Como narrar a minha história de vida? Um desafio proposto!
            
            No dia doze de setembro, as 9h00 teve a mesa redonda: A pesquisa na formação e na prática docente em Geografia com o Prof. Dr. Francisco Kennedy Silva dos Santos (UFPE), Prof. Dr. Pablo Sebastian Moreira Fernandez (UFRN), sendo mediador o Prof. Ms. Guibson da Silva Junior (SEE/PB- PPGG/UFPB).


À tarde, das 14h00 às 18h00 os Grupos de Diálogos e Experiências (GDE’s), sendo sessão de comunicação oral. Então me direcionei para o GDE 03: Linguagens Cartográficas e suas metodologias para a Geografia Escolar, no Laboratório de Cartografia, tendo como avaliador o Prof. José Nildo. Assim, juntamente com Sabrina Caminha de Almeida Melo, apresentamos o trabalho intitulado: A CARTOGRAFIA ESCOLAR: EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NA E.E.E.F MATIAS DUARTE ROLIM CAJAZEIRAS-PB, com a orientação da Profa. Dra. Alexsandra Bezerra da Rocha. 

No dia treze de maio, as 8h30 aconteceu os Grupos de Diálogos e Experiências (GDE’s) através de sessão de pôsteres. Assim, juntamente com Sabrina Caminha de Almeida Melo apresentamos o trabalho intitulado: A OFICINA PEDAGÓGICA COMO LINGUAGEM NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA ABORDAGEM DA RECICLAGEM: EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO NO PIBID DA ESCOLA MATIAS DUARTE ROLIM. 




Após, teve a Exposição da Educação Geográfica, ou seja, do Laboratório de Geografia da Paraíba (LOGEPA), coordenado pelo Prof. Dr. Antonio Carlos Pinheiro, apresentação dos alunos extensionistas do LOGEPA, a apresentação do Atlas das nuvens. Atividade de intervenção pedagógica desenvolvida pelo Prof. Dr. Marcelo de Oliveira Moura com alunos do curso de licenciatura em Geografia da UFPB e apresentação dos alunos da licenciatura em Geografia

As 14h00 ocorreu a Mesa de encerramento: Diálogos e experiências sobre conceitos, conteúdos e temáticas para o ensino de Geografia, ministradas pelo Prof. Ms. David Luiz Rodrigues de Almeida, onde foi mostrado os resultados de cada GDE. 

Durante o evento, ao amanhecer, a equipe participou de um momento interativo na praia.

A equipe ficou em alojamento cedido pelo Teatro Lima Penante, João pessoa - PB.




14:00-18:00 GRUPO DE DIÁLOGOS E EXPERIÊNCIAS

No laboratório de interpretação da imagem e análise ambiental –LIIAA realizou-se o GDE’S 03: LINGUAGENS CARTÓGRAFICAS E SUAS METODOLOGIAS PARA A GEOGRAFIA ESCOLAR, apresentando o artigo intitulado: A CARTOGRAFIA ESCOLAR: EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NA E.M.E.F.MATIAS DUARTE ROLIM CAJAZEIRAS-PB.

ARTIGO

GDE 03: Linguagens Cartográficas e suas metodologias para a Geografia Escolar
A CARTOGRAFIA ESCOLAR: EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NA E.E.E.F MATIAS DUARTE ROLIM CAJAZEIRAS-PB

Sabrina Caminha de Almeida
sabrina.almeida.sd@gmail.com
Universidade Federal de Campina Grande-UFCG
                   
Macilândia dos Santos Custódio
macilandia2017@hotmail.com
Universidade Federal de Campina Grande-UFCG

Profa. Dra. Alexsandra Bezerra da Rocha
Universidade Federal de Campina Grande-UFCG
alexsandrarocha2@hotmail.com
RESUMO
Este trabalho foi produzido através de uma ação do jogo didático “Conquiste: desbravando o Brasil” proposta no componente curricular Prática de ensino em Cartografia. Seu objetivo geral era propor uma construção de conhecimentos espaciais e um método lúdico para abordar as regiões brasileiras, de forma a analisar os conhecimentos acerca das cinco regiões dos alunos do 7° ano do Ensino Fundamental e compreender o entendimento dos alunos associados ao processo de interpretação e leitura de mapas. Além disso, refletir sobre a contribuição para o aprendizado dos alunos. O jogo foi realizado através de perguntas de múltipla escolha relacionadas a temas estudados em sala de aula ao longo dos trimestres associadas às regiões do Brasil, tendo como base as questões do livro didático de Geografia utilizado pelos alunos. Nessa perspectiva, tivemos como resultados a identificação de que alguns alunos prestaram atenção na aula do professor de Geografia, uma vez que conseguiram aprender os conteúdos, sendo que tiveram a oportunidade para revisá-los. Também foi possível atingir os objetivos almejados. O jogo foi relevante, tanto para os alunos do ensino básico, quanto para os graduandos, uma vez que houve uma troca de experiências entre ambos. Sendo que os discentes do CFP/UFCG tiveram a oportunidade de desenvolver uma aplicação metodológica a partir de um conteúdo teórico, além de avaliar sua prática pedagógica como futuros profissionais. Portanto, o jogo didático é uma ferramenta que proporciona uma aprendizagem entre os alunos de forma lúdica e dinâmica.

Palavras chave: Jogo didático, regiões brasileiras, aprendizagem de Geografia.

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem a finalidade de transpor um conhecimento teórico sobre conteúdo relacionado ao ensino de Geografia através da ludicidade, assim com intuito de promover metodologias ativas para o docente trabalhar em sala de aula. Além disso, buscar trabalhar a questão de leitura e interpretação de mapas, uma vez que os alunos ainda têm dificuldades com a Cartografia, sendo uma área de suma importância para o ser humano. Também fazer com que os licenciandos tenham mais oportunidades de ter o contato com as escolas públicas para que possam ter a aproximação de teoria e prática, uma vez que logo após oportunidades assim, saberão se realmente querem a profissão de professores. Nessa perspectiva, a ação do jogo didático “Conquiste: desbravando o Brasil” foi proposta no componente curricular Práticas de ensino em Cartografia cursada no semestre 2018.2.
Esse jogo foi elaborado com a finalidade de analisar os conhecimentos dos alunos do 7° ano do Ensino Fundamental, acerca das regiões brasileiras, além de ensinar aspectos ainda não conhecidos, uma vez que eram realizadas perguntas relacionadas. O jogo lúdico teve sua criação baseada no mapa das grandes regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A aplicação do jogo foi na E.E.E.F Matias Duarte Rolim localizada no município de Cajazeiras-PB. Diante disso, os graduandos da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG tiveram a oportunidade de estar em sala de aula como futuros professores. Além de colocarem em prática, as teorias vistas em sala.

2. O ENSINO DE GEOGRAFIA


A partir das Leis de Diretrizes e Bases Educacionais e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), Cavalcanti (2012), enfatiza a proposta curricular no ensino de Geografia, numa tentativa de formar alunos críticos e participativos em uma linha de pensamento construtivista. Portanto, nesse raciocínio, na construção do conhecimento, o aluno é o principal sujeito nesse processo. De acordo com Cavalcanti (2012, p.42) “[...] o objetivo maior do ensino é a construção do conhecimento pelo aluno, para que todas as ações estejam voltadas à eficácia do ponto de vista dos resultados no conhecimento e do desenvolvimento do aluno”.
Esse pensamento por sua vez, tem como principal propósito, fazer com que o aluno possa desenvolver a sua construção de conhecimento, tornando-o um sujeito ativo, tendo o professor como seu mediador.
Um aspecto importante é o meio cultural que está em destaque no ensino de Geografia. Cavalcanti (2012) faz uso do termo Geografia do aluno para referenciar o conhecimento geográfico que está sendo construído em sala de aula, uma vez que tem a escola como intermediadora e principal referência para esse processo. Diante disso, Cavalcanti (2012, p. 45) salienta que “a escola é, nessa linha de entendimento um lugar de encontro de culturas, de saberes, de saberes científicos e de saberes cotidianos, ainda que seu trabalho tenha como referência básica os saberes científicos. A escola lida com culturas”. 
A escola tem um papel extremamente importante, nessa linha de pensamento, pois a mesma além de utilizar as práticas pedagógicas, ainda se remete ao cotidiano dos alunos, fazendo com que criem uma identidade tanto com a escola, quanto com os professores, tornando a construção do conhecimento organizada e sistematizada. Podemos dizer que ensino por sua vez, é bem complexo, porém de suma importância para a formação humana.
Os docentes são profissionais extremamente importantes em uma sociedade, pois são formadores de cidadãos. O processo de ensinar atualmente não é fácil para o professor, já que o mundo está em constante mudança assim como também os avanços tecnológicos, e para que consiga mediar seus conteúdos de forma que possa fazer com que os discentes melhor assimilem o conteúdo, é de suma importância que o formador não fique estagnado em uma determinada metodologia, e que sempre esteja buscando novos métodos.
Segundo Cavalcanti (2012) é notório que os professores sempre estejam em busca de novas metodologias e diferentes formas de se trabalhar e ensinar; em busca de novos materiais didáticos e novos recursos. O professor, como educador, necessita de uma base teórica relacionada a metodologias e didáticas, para assim, conseguir contextualizar com o cotidiano dos seus alunos, logo é indiscutível que o professor busque conhecimentos do nível intelectual e social do seu discente.
Para a realização de novas metodologias, o educador encontrará dificuldades já que normalmente no Brasil, deve-se seguir o que é imposto pelas PCN’s, na qual deve ser seguido, não abrindo espaço para a aplicação de uma nova didática do determinado conteúdo.

Os livros didáticos e outros materiais de apoio ao professor, em princípio, têm uma proposta de temas a serem trabalhados de modo articulado e sequencial, em cada um dos anos escolares, coerentemente com os pressupostos teóricos e metodológicos do autor. (CAVALCANTI, 2012 p.131)

São os PCN’s que determinam o que estará nos materiais didáticos, abordando os conteúdos de uma forma muito superficial, muito agrupado, sem especificar o que é prioritário ou o que é secundário, o que é preciso se aprofundar, seguindo uma sequência de conteúdos.
Existem conteúdos que necessitam de uma atenção maior, por exemplo, a Cartografia, já que a Alfabetização Cartográfica é uma base necessária para o decorrer da vida do aluno, já que com ela, o aluno conseguirá ter uma base sólida sobre direções, lateralidade, análise de mapa e localização.
Instrumento utilizado posteriormente em sua rotina é de suma importância que o professor consiga construir uma base sólida acerca destes temas.  Segundo Cavalcanti (2012), a Geografia cumpre uma importante função, que é a de ajudar os alunos a se localizar e como ou onde localizar as “coisas”, no mundo.
            A Cartografia é um fundamento teórico, uma matéria, de extrema importância para os alunos, tendo em vista que ali aprenderão ler os mapas e como entender alguns fenômenos como a migração de forma mais fácil de ser assimilada, já que a Geografia escolar é baseada no que pode se ver.

3. A IMPORTÂNCIA DA CARTOGRAFIA ESCOLAR PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA


A cartografia é ponderada como uma linguagem, um agrupamento de conhecimentos imprescindíveis em todas as esferas da aprendizagem na geografia, articulando fatos, concepções e sistemas conceituais que possibilitam ser e escrever as características do território. Dessa forma, sendo uma optação metodológica, que implica utilizá-la em todos os conteúdos da Geografia para identificar e analisar não apenas a localização dos países, mas entender as conexões entre eles, compreendendo os conflitos e as ocupações do espaço (CASTELLAR, 2005).
No âmbito da Geografia Escolar, a Cartografia apresenta-se como um componente de suma significância, pois ela traz consigo um conjunto de informações e competências que possibilita a construção dos saberes dos educandos. A cartografia é considerada um significativo mecanismo para o ensino e a pesquisa de Geografia possibilitando as personificações dos diversos recortes do espaço e em diferentes escalas.
Podemos destacar a importância de correlacionar e conciliar à teoria à prática, sendo imprescindível buscar fazer com que o educando vivencie a experiência, e construa seu conhecimento pelo ato vivido, sentido, operado.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s de Geografia (6º ao 9º ano) destaca a importância da cartografia para a aprendizagem da Geografia, uma vez que:

A cartografia torna-se recurso fundamental para o ensino e a pesquisa. Ela possibilita ter em mãos representações dos diferentes recortes desse espaço e na escala que interessa para o ensino e pesquisa. Para a Geografia, além das informações e análises que se podem obter por meio dos textos em que se usa a linguagem verbal, escrita ou oral, torna-se necessário, também, que essas informações se apresentem espacializadas com localizações e extensões precisas e que possam ser feitas por meio da linguagem gráfica/cartográfica (PCN, 1998, p.76).

Desse modo podemos destacar que a cartografia escolar proporciona métodos adequados para que os alunos interpretem o espaço geográfico, possibilitando-nos entendimento das codificações existentes para representar o mesmo. Além disso, os mapas são ferramentas imprescindíveis para as análises e o conhecimento do espaço geográfico, ou seja, para conhecer e explorar o instrumento de estudo da Geografia, necessita-se da Cartografia.
Segundo Castellar (2011, p.122)

A linguagem cartográfica torna-se uma metodologia inovadora na medida em que permite relacionar conteúdos, conceitos e fatos; permite a compreensão pelos alunos, da parte e da totalidade do território, e está vinculada a valores de quem elabora ou lê o mapa.

Muitas vezes as escolas possuem uma carência de instruir devidamente os alunos quais as melhores maneiras de utilizar os mapas, quais finalidades de modo geral ele possui, tratar o mapa como um todo não apenas retratando uma parte dele, salientando-se que os mapas devem ser trabalhados de acordo com o nível descolar de cada série.
O uso correto do mapa em cada nível escolar proporciona um êxito eficaz no aprendizado e compreensão dos alunos. É de suma importância que os professores estejam bem preparados ao ensinar, para que os alunos alcancem bons resultados na aprendizagem a fim de que os alunos entendam as representações cartográficas e tornem-se leitores delas.
Na visão de Oliveira (1978, p.39),

Os mapas constituem, sem dúvida, um dos mais valiosos recursos do professor de Geografia. Eles ocupam um lugar definido na educação geográfica de crianças e adolescentes, integrando as atividades, áreas de estudos ou disciplinas, porque atendem uma variedade de propósitos e são usados em quase todas as disciplinas escolares. Mas é somente o professor de Geografia que tem formação básica para propiciar as condições didáticas para o aluno manipular o mapa.

Desse modo, os progressos dos conhecimentos espaciais são extremamente significativos para a compreensão do espaço em que vivemos, na qual tendo como o principal instrumento fornecido pela cartografia, o mapa, trazendo consigo informações cuja interpretação ocorre através da leitura e compreensão do mesmo.

4. DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO DA APLICAÇÃO DIDÁTICA


O jogo didático intitulado “Conquiste: desbravando Brasil” foi elaborado com o objetivo de propor uma construção de conhecimentos espaciais e um método lúdico para abordar as grandes regiões brasileiras. Essa atividade foi realizada com os alunos do 7° ano da E.E.E.F Matias Duarte Rolim localizada no município de Cajazeiras-PB, no dia 12 de novembro de 2018. A ação foi proposta pelo componente curricular Práticas de ensino em Cartografia, do curso de geografia do Centro de Formação de Professores.
As regras para a dinâmica do jogo: (1) divisão do grupo de alunos em duas equipes; (2) escolher uma região e teria que acertar uma questão escolhida sobre a referida região; (3) em caso de acerto, fixar a bandeira (lilás, amarelo ou vermelho) nas regiões, e caso erre, passa a vez; (4) No final, o grupo que fixasse uma bandeira em cada região ganhava o jogo. O jogo é ilustrado na figura 1.
FIGURA 1. CONQUISTE: DESBRAVANDO O BRASIL.

Fonte: Arquivo pessoal.

Cada grupo recebe 5 bandeiras, uma para cada pergunta respondida satisfatoriamente e que será fixada no mapa. Contudo, se após o término das cinco perguntas houver empate, acontece à rodada de desempate. Essa rodada ocorre de modo que cada grupo escolhe uma região para responder uma questão no estilo “mata-mata”. O jogo termina quando um grupo acertar e o outro errar. Por exemplo: o grupo lilás acerta uma questão e o outro grupo amarelo errava a questão, tendo assim o grupo vermelho como vencedor do jogo.
Dessa maneira, o jogo abrangeu perguntas relacionadas a temas estudados em sala de aula ao longo dos trimestres associadas às grandes regiões do Brasil. Tendo como base as questões do livro didático de Geografia utilizado pelos alunos, com o intuito de proporcionar um jogo como meio de revisão do conteúdo.
Os temas abordados foram a Região Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro- oeste. Nessa perspectiva, foram elaboradas perguntas de múltiplas escolhas contendo 3 ou 4 opções de respostas. A estimativa de realização do jogo é, em média, de 20 minutos.

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES


O jogo lúdico teve como base para os questionamentos o livro didático utilizado pelos alunos do 7° ano, no qual foram utilizados os capítulos quatro, cinco, seis, sete e oito (TORREZANI, 2015). Sendo abordado 1) perguntas de múltiplas escolhas; 2) proposta para identificar se os alunos teriam dificuldade em responder as perguntas referentes às regiões, e quais seriam essas dificuldades, caso as tivessem; além disso, 3) possibilitar conhecimento sobre as cinco grandes regiões (Figura 02).
FIGURA 02. PERGUNTAS DE MÚLTIPLA ESCOLHA SOBRE AS CINCO REGIÕES













Fonte: Arquivo pessoal


Durante a realização do jogo foi possível observar o diálogo entre os participantes, uma vez que os jogadores sempre demonstravam uma interação, ou seja, só diziam a resposta depois que o grupo entrava em um consenso (Figura 03).
FIGURA 03. DIÁLOGO ENTRE OS PARTICIPANTES NA APLICAÇÃO DO JOGO

Fonte: Arquivo pessoal
                                                                                            

A aplicação do jogo proporcionou aos alunos da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG/CFP uma aproximação da teoria vista em sala de aula com a prática. O jogo lúdico tanto auxiliou os alunos da UFCG quanto os alunos da escola, sendo que serviu para reforçar os conteúdos trabalhados. 
Ao final do jogo didático “Conquiste: desbravando o Brasil, foi feita uma avaliação sobre o jogo com os alunos participantes com questões abertas e fechadas. 
Logo, em seguida foi feito alguns questionamentos aos alunos referentes ao jogo, como “Quais as regiões que já tinham estudado?”, “Quando começamos a jogar, vocês se lembraram daquilo que já tinham estudados lá nas aulas anteriores?”, “Por que será que vocês se lembraram?”, “ Mas só porque prestaram atenção na aula?”, “Mas quando chegamos aqui, vi que vocês estavam fazendo uma atividade. E essa atividade era sobre o que?”, “Mas vocês estudaram também a Região Nordeste?”,  “Vocês moram em que região mesmo?”, “Em que Estado da Região Nordeste?”.
Dessa maneira, também foi possível identificar que alguns alunos já tiveram experiências em outras regiões, ou seja, dois alunos disseram que não são Paraibanos, um nasceu em São Paulo e o outro no Rio de Janeiro. E quando foi perguntado qual era a atividade do Rio de Janeiro, os alunos disseram que era mais conhecido pela violência, por causa de alguns filmes como o Rio, mas também pelo carnaval.
Durante a aplicação do jogo lúdico, foi identificado que os alunos tiveram a oportunidade de revisar os conteúdos estudados. Também foi possível atingir os objetivos almejados que era compreender os entendimentos dos alunos acerca da leitura e interpretação de mapas, uma vez que, os alunos sabiam localizar as regiões no mapa no decorrer das perguntas. Também ocorreu uma interação entre os participantes e aplicadores do jogo.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Foi possível observar o quanto esse jogo foi relevante, tanto para os alunos do Ensino Básico quanto para os graduandos, uma vez que houve uma troca de experiências entre ambos. Dessa maneira, os discentes do CFP/UFCG tiveram a oportunidade de colocar em prática, a teoria vista em sala de aula e também de ter um primeiro contato com os alunos, sendo que na função de futuros professores.
As respostas dadas para as perguntas feitas, os conhecimentos das grandes regiões brasileiras e novos aspectos sobre as regiões estiveram dentro das expectativas, entendendo assim, que o jogo didático é uma ferramenta que proporciona uma aprendizagem entre os alunos de forma lúdica e dinâmica, fazendo com que seja possível um maior entendimento dos conteúdos. Este método de ensinar apresentando elementos cartográficos se agregando de métodos conhecimento teórico e entrando em ações práticas possibilitou uma maior interação na aula. O processo de ensino-aprendizagem diante do uso do jogo gera uma motivação, onde de forma mais concreta o conteúdo a disciplina de Geografia se é ensinado de modo mais compreensível.
Vale salientar que, esse jogo lúdico proporcionou conhecimentos acerca das regiões brasileiras tanto para os graduandos que tiveram que estudar para realizar o jogo, quanto para os alunos, pois serviu de instrumento para revisão dos conteúdos que já tinham estudados. Utilizar jogos didáticos em sala de aula pode ser um método inovador, uma vez que os alunos podem participar e interagir mais, uma vez que o professor pode colocar o jogo no chão para que o aluno possa tocá-lo. Assim, fazendo uso de novas metodologias e métodos educacionais.
Com este trabalho, podemos perceber o quanto a Cartografia Escolar é importante, uma vez que, precisamos ter conhecimentos sobre a mesma para saber se localizar e se orientar no espaço geográfico. Além de saber fazer a leitura e interpretação de um mapa. 

REFERÊNCIAS:

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia/Secretaria de Educação Fundamental.  Brasília: MEC/SEF, 1998.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Referências pedagógico-didáticas para a Geografia Escolar. In:_ CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de Geografia na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012, p. 39-59.
___________________________. Concepções teórico-metodológicas e a docência da Geografia no mundo contemporâneo. In:_ CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de Geografia na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012, p. 129-154.
CASTELLAR, Sonia Vanzella. A Cartografia e a construção do conhecimento em contexto escolar. In:_Novos rumos da cartografia escolar: currículo, linguagem e tecnologia/ organização Rosângela Doin de Almeida.- São Paulo; Contexto, 2011, p. 121 – 136.
CASTELLAR, S. M. V. Educação geográfica: a psicogenética e o conhecimento escolar.: Caderno Cedes, Campinas, 2005, n.25, p. 209-225.
OLIVEIRA, Lívia de. Os mapas na sala de aula. In:_OLIVEIRA, Lívia de. Estudo metodológico e cognitivo do mapa. São Paulo, 1978, p. 39 – 46. 

TORREZANI, Neiva Camargo. Vontade de Saber Geografia. 2° ed. São Paulo: FTD, 2015.

   


TRABALHO EM POSTER PARA O EDUGEO


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